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O fim dos cookies e o futuro dos dados

Em publicação recente no blog chromium.org, o Google anunciou que deixará de utilizar os cookies de terceiros nos sites visitados com a utilização do seu navegador, o Chrome. Com essa decisão, muitas pessoas se perguntaram se seria o fim dos cookies e, principalmente, como será feito o rastreamento de dados de navegação.

Segundo a empresa, a decisão faz parte da iniciativa “Privacy Sandbox”, lançada em agosto de 2019, com o objetivo de melhorar a privacidade na rede.

Outros navegadores, como Safari e Firefox já fizeram mudanças com foco na segurança e privacidade, mas para entender o impacto da decisão relativa ao Chrome, precisamos entender a importância dos cookies e a do próprio navegador do Google.

O que são e para que servem os cookies

Os cookies são arquivos de texto simples que armazenam as atividades do usuário na internet, com o objetivo de tornar a navegação mais prática, configurando algumas informações automaticamente. Mais do que isso, os cookies tem a principal função de guardar informações analíticas sobre o histórico de navegação.

Assim, quando entramos em um site, diversas informações ficam armazenadas no cookie, como tempo de navegação, páginas visitadas e outros dados que podem ser utilizados pelas empresas, como em campanhas de remarketing, por exemplo.

A importância dos cookies para as empresas

Outro ponto importante para entender o impacto do fim dos cookies é entender a importância do rastreamento digital para as empresas. Para se ter uma ideia, um estudo recente mostrou que 65% dos investimentos globais em publicidade digital estariam concentrados na mídia programática.

A mídia programática é uma forma inteligente e extremamente assertiva de compra de mídia e depende da utilização dos cookies. Além das plataformas de compra de mídia, temos também grandes empresas, como o próprio Google e o Facebook, que utilizam os cookies em suas ferramentas de remarketing.

Evidentemente, se o Google está abrindo mão da utilização dos cookies, certamente existem planos da gigante digital obter dados de outras formas. Vamos entender.

O mercado de dados e dos browsers

O Google Chrome possui 69% dos acessos via desktop e 40% no mobile. Líder absoluto. É seguido pelo Safari e, depois, pelo Firefox. Assim, o fim dos cookies só seria decretado realmente se o Google quisesse.

Existem outras formas, evidentemente, de conseguir informações do usuário. O Big Data só vem crescendo e não seria inteligente acabar com essas informações. Se um usuário está logado de alguma forma a um e-mail, por exemplo, e navegando normalmente, já terá seus dados rastreados de alguma forma.

Embora as plataformas de mídias digitais também possuam informações dos usuários, estão restritas aos dados de navegação de si próprios.

Assim, temos uma nova era no mercado de informações. A era do login. O ID torna-se mais importante do que nunca e o pai de todos continua sendo o Google. Para se ter uma ideia, em 2018, o Gmail ultrapassou os 1,5 bilhão de usuários ativos no mundo.

Privacidade x Big Data

O fim dos cookies só deve ocorrer em meados de 2022. Até lá, o mercado terá como se adaptar, buscando alternativas para coleta e análise de dados. Na era do Big Data, quem vem prevalecendo é a busca pela privacidade. Cada vez mais entende-se a importância e a necessidade de manter o usuário ciente sobre sua coleta de dados, assim como o uso posterior pelas empresas.

Nesse contexto, a captura e análise de dados ganham mais importância ainda. Dentro desse cenário, a geração de conteúdo de qualidade e a transparência total nas formas de captura tratamento de dados (uso de duplo opt-in, políticas de privacidade, formas de descadastramento mais visíveis, etc) serão impulsionadas e valorizadas.

No momento de bolar estratégias de marketing digital, estaremos afunilando cada vez mais para as empresas mais preparadas em inteligência de dados e planejamento estratégico.

E se destacarão, principalmente, as que já trabalham de forma ética e transparente.

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